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ESPECIAIS

AGOSTO/2017

 

JORGE MELLO

Cantor, compositor, repentista, multi-instrumentista, produtor, arranjador e escritor. Entre os anos de 1972 e 1976, no Rio de Janeiro, fez o curso de música, e formou-se em Composição e Regência, com Licenciatura Plena, tendo lecionado em três faculdades.

Começou a cantar com apenas nove anos de idade. Começou a trajetória artística participando de Festivais em Teresina (PI), sempre figurando entre os finalistas. Na cidade de Fortaleza foi vencedor de festivais de música e dirigiu um a parte musical para programas da TV Ceará que dariam início ao movimento musical depois intitulado de "movimento cearense de música", do qual sairiam nomes como Belchior, Fagner, Ednardo e Amelinha. A partir de 1967, foi convidado para apresentar-se com frequência na TV Ceará. Na mesma emissora, foi promovido, na sequência ao cargo de Diretor Musical dos programas semanais apresentados. O programa musical dirigido por ele “Gente que a gente gosta” chegou a receber artistas como Wilson Simonal, Gilberto Gil, Jerry Adriani e Agepê. Em 1971, viajou com o chamado "pessoal do Ceará" para o Rio de Janeiro a fim de dar sequência à carreira artística. Em 1972, participou do Festival Universitário do Rio de Janeiro, obtendo o 1º lugar em Comunicação e o prêmio de Melhor Intérprete. No mesmo ano gravou pela Polygram um compacto duplo.No mesmo ano, apresentou-se no “Dia da criação”, no Estádio Municipal de Duque de Caxias (RJ), ao lado de artistas como Jorge Mautner, Milton Nascimento, Sociedade Anônima, Lô Borges, entre outros. A partir de então, ficou conhecido como um dos cantores da primeira manifestação hippie do Brasil, tendo sido assunto para reportagens na imprensa da época. Entre 1972 e 1976, fez cinema e trilhas de publicidade. Em 1976, lançou seu primeiro LP intitulado "Besta fera" pelo selo Crazy/Copacabana no qual interpretou as músicas "Cigano"; "Trovão"; "Novena"; “Kitchenet"; "Besta fera"; "O que pensa você?"; "São Paulo zero grau"; "Velho vadio"; "Chuva", e "Conselho de amigo", todas de sua autoria, além de "Constelações", de Hermes Fontes e Cupertino de Menezes, música para a qual fez uma adaptação. Dois anos depois lançou o LP "Integral" pela WEA,, com onze composições, todas de sua autoria: "Moda nova"; "Eu falei pra você"; "Marinheiro"; "Água barrenta"; "Sassaruê"; "Canto bonito"; "Quê de quadrilha"; "Trancelim"; "Passo da ema"; "Hora, tempo e lugar", e "Embolada". Em 1979, lançou pela Continental o LP "Coração rochedo" com nove músicas de sua autoria: "Prisão"; "Nascendo de novo"; "Coração rochedo"; "É dia, é noite a minha cor"; "Sentidos"; "Ferroada"; "Ladainha da cidade"; "Dentro de meus olhos", e "Claramente", além de "Claridade", com Clodô. Em 1981, lançou pela Continental o LP "Dengo dengue" com as canções "Dengo dengue"; "Céu da tua boca"; "Você é o mar"; "Fricote"; "Mal me quer"; "Super herói", e "Duas estações", todas de sua autoria, "Morena manhosa", com Vicente Barreto, e "Siá Mariquinha", de Luiz Assunção e Evenor Pontes Medeiros, além de musicar o poema "Garoa do meu São Paulo", de Mário de Andrade. Em 1987, lançou o LP "Um trovador eletrônico" pelo selo Paraíso/Continental interpretando as músicas "Super herói"; "Se molhou"; "Besta fera"; "A natureza reza"; "Ferroada" e "Na asa do avião", de sua autoria; "Canção de gesta de um trovador eletrônico" e "Ploft", com Belchior, e "Paraíba, mas que nada", com Carlos Pitta. Gravou em 1990, pelo selo J.M.T - LP o LP "Um trovador eletrônico - Vol. 2", que apresentou suas composições "Dengo dengue"; "S.O S"; "Kistsch metropolitanus"; "Mestre pintor"; "Emoções do marajá"; "Rock prolixo"; "Fora do trilho"; "Ploft", e "Palavra mágica". Em 1996, lançou pela Brasidisc o CD "Mais que de repente" no qual apresentou de sua autoria as canções solo "Eu falei pra você", "Me deixa em paz" e " Avenida Paulista"; "Num país feliz"; "Notícia de terra civilizada" e " Ploft", com Belchior, e "Morena manhosa", com Vicente Barreto, e musicou o poema "Ouvir estrelas", de Olavo Bilac, além de gravar os clássicos "Falsa baiana", de Geraldo Pereira; "Chiclete com banana", de Jackson do Pandeiro e Gordurinha; "Se acaso você chegasse", de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins; "Quanto é grande o autor da natureza", de Zé Vicente da Paraíba e Passarinho do Norte; "Kalu", de Humberto Teixeira, e "Morena tropicana", de Alceu Valença e Vicente Barreto. Em 1997, lançou o CD "Rima" pelo selo J.M.T/Camerati reunindo músicas gravadas anteriormente. Em 2001, gravou pelo selo CPC/UMES o CD "Claramente" com as músicas "Embolada"; " Água barrenta"; "Feriado"; "Claramente" e "Aristocracia", de sua autoria; "Numa cidade do interior", com Cesar do Acordeom, e "Num país feliz", com Belchior, além de "Constelações", de Hermes Fontes e Cupertino de Menezes; "Súplica cearense", de Nelinho e Gordurinha; "Imã de mato", de Jairo Mozart e Dida Fialho, e "Amanhã eu vou", de Beduíno. Desde os anos 1980, passou a realizar uma média de 70 shows anuais em todo o Brasil. Participou de dezenas de montagens teatrais, na criação de trilhas e na direção musical, no Rio de Janeiro e em São Paulo. No cinema, atuou como ator e diretor de coreografia do filme "A noite do espantalho", de Sérgio Ricardo. Para o filme "Angélica e o mágico de Oz" compôs e produziu a trilha de abertura. Já no filme "O gato de botas extraterrestre", de Wilson Rodrigues, compôs e produziu toda a trilha musical. Entre seus parceiros destacam-se: Belchior, Tom Zé, Vicente Barreto, Anastácia, Evaldo Gouveia, Jairo Mozart, e Paulo Soledade. Ao longo da carreira teve mais de uma centena de canções gravadas por diferentes intérpretes. Como maestro arranjador, trabalhou em mais de uma 100 discos, e como como produtor, trabalhou em mais de 200, tendo sido vários deles de artistas como Belchior, Anastácia, Oswaldinho do Acordeon e Bené Fonteles. Até 2013, lançou 13 discos, sendo 6 LPs, 3 CDs, 1 compacto duplo e 3 compactos simples.